Brasileiros devem deixar a Líbia nesta quinta, diz Itamaraty

Funcionários da Queiroz Galvão embarcarão em navio; Odebrecht enviou avião a Benghazi

Denise Chrispim Marin, da Agência Estado

24 de fevereiro de 2011 | 16h19

WASHINGTON - O porta-voz do Itamaraty, Tovar Nunes, informou nesta quinta-feira, 24, que o navio que foi enviado a Benghazi, na Líbia, aguarda sua vez para atracar no pier. A expectativa é de que, nas próximas horas, 148 brasileiros, funcionários da Queiroz Galvão, e vários outros estrangeiros possam embarcar e deixar o país africano com destino à Grécia.

 

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Nunes informou também que um segundo avião da empreitera Odebrecht vai levar 400 brasileiros aidna nesta quinta para a ilha de Malta, mas admitiu que o embarque pode atrasar um pouco porque há muita movimentação no aeroporto em Trípoli, com filas para embarque.

 

Nesta quinta-feira, um primeiro voo fretado chegou a Malta, Ilha no Mediterrâneo, com 446 funcionários da Odebrecht que estavam em Trípoli, incluindo 114 brasileiros. Foi o primeiro grupo a deixar a Líbia desde o início das revoltas contra o coronel Muamar Kadafi. De acordo com a chancelaria brasileira, cerca de 500 brasileiros estavam na Líbia, concentrados principalmente na capital. A maioria trabalha para construtoras ou petroleiras.

 

O porta-voz disse que é possível o envio de mais diplomatas brasileiros para Trípoli para reforçar a embaixada. Segundo o porta-voz, há um trabalho de coordenação conjunto entre as embaixadas de Roma, Grécia e Turquia para dar o amparo para a saída dos brasileiros da Líbia. Tovar Nunes acompanha o ministro de Relações Exteriores, Antônio Patriota, em visita aos Estados Unidos.

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