REUTERS/William Urdaneta
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Turistas brasileiros impedidos de voltar da Venezuela dormem em consulado na fronteira

Pessoas que faziam compras ou visitavam amigos e não conseguiram retornar antes do fechamento da divisa aguardam na representação diplomática por ônibus que fará traslado; Caracas, no entanto, ainda não autorizou a viagem

Felipe Frazão, Enviado Especial / Pacaraima, Roraima

26 de fevereiro de 2019 | 10h28
Atualizado 26 de fevereiro de 2019 | 11h21

PACARAIMA - Um grupo de turistas brasileiros passou a madrugada desta terça-feira, 26, no vice-consulado em Santa Elena do Uairén, cidade venezuelana mais próxima de Roraima. Eles tentam retornar ao País e escapar do fechamento da fronteira decretado na quinta-feira pelo presidente bolivariano Nicolás Maduro.

A representação diplomática brasileira aguarda um comunicado de Caracas para iniciar o traslado do grupo em ônibus. Só com esse aval os militares chavistas abrirão a passagem na fronteira. Muitos turistas que faziam compras ou visitavam amigos dormiram no chão do vice-consulado para não perder a preferência na fila de inscrições, que teria mais de 70 nomes.

Tratativas semelhantes deram certo para permitir a passagem de um grupo de 25 turistas que fazia caminhada por oito dias no Monte Roraima, e também ficou retido em Santa Elena, onde se depararam com um cenário de destruição e confrontos no retorno. 

Com uma autorização especial obtida após apelos diplomáticos e tratativas militares, eles foram escoltados pela Guarda Nacional Bolivariana (GNB) até o lado brasileiro da fronteira.

A maior parte dos brasileiros havia atravessado a fronteira antes da quinta-feira, quando Maduro antecipou-se a uma tentativa de envio caminhões com suprimentos e medicamentos. A ação foi articulada por opositores do chavismo, liderados pelo presidente interino autodeclarado Juan Guaidó, e com apoio de Brasil, Colômbia e Estados Unidos. 

Os brasileiros tiveram de permanecer na cidade durante os conflitos entre militares e paramilitares leais a Maduro e venezuelanos insatisfeitos. Autoridades locais falam em 25 mortos e mais de 80 feridos na cidade de Santa Elena de Uarién.

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