Brasileiros embarcam para missão de paz no Haiti

Os 161 militares brasileiros, da Marinha e do Exército, que compõem a primeira tropa de um total de 1.200 homens, embarcaram de navio para o Haiti, na missão de paz da ONU. A presença do Brasil no país do Caribe deve durar seis meses, mas pode ser prorrogada. As próximas tropas seguem de avião, até o fim de junho. Quando os navios partiam, o que se via na Ilha de Mocanguê, Niterói, eram muitos acenos, choro e abraços. ?Estou à base de calmantes. Não é fácil?, disse Valquíria de Almeida, de 27 anos. Ela é casada com o fuzileiro João Hermínio de Almeida Neto, de 32 anos, que, apesar da saudade, estava feliz em partir. ?Tenho a esperança de voltar com a mesma saúde com que estou indo e fico orgulhoso por ter sido convocado.?Os 98 militares do Exército e os 63 fuzileiros navais da Marinha partiram no navio de desembarque-doca Ceará e no navio desembarque de carros de combate Mattoso Maia. A fragata Rademaker e o navio-tanque Almirante Gastão Motta também deixaram o Rio, rumo ao Haiti. Cinco aeronaves tipo C-130 da FAB decolaram da base aérea do Galeão levando outros 42 militares, geradores de eletricidade, comida e água mineral. Estão programados outros três vôos para o Haiti. Além do restante da tropa, as aeronaves levarão caminhões, reboques e mantimentos. A tropa, que vai substituir os americanos, franceses, canadenses e chilenos que já estão no Haiti, será comandada pelo general-de-brigada Américo Salvador de Oliveira, um brasileiro de 56 anos. Além do Brasil, Argentina e Chile vão enviar militares, num contingente total de 6.700 homens, sob o comando de Oliveira. ?Faremos o controle de estradas, segurança de autoridades, escoltas e defesa de pontos importantes, como o palácio do governo?, disse o general.

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