Brasileiros na Líbia podem ser resgatados de navio, diz Patriota

Chanceler confirmou que governo está cogitando possibilidade; França oferece ajuda

BBC

22 de fevereiro de 2011 | 18h48

BRASÍLIA - O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, confirmou nesta terça-feira, 22, que o governo está estudando a possibilidade de usar navios para resgatar os brasileiros presos na Líbia. "Funcionários de companhias brasileiras no país podem partir de avião ou navio", disse Patriota em Brasília, durante uma entrevista coletiva ao lado da chanceler francesa, Michele Alliot-Marie.

 

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"Já foram contatadas companhias na Itália para eventualmente atracarem em Trípoli e Benghazi", completou o chanceler. O sul da Itália fica próximo à costa norte da Líbia, onde estão as duas cidades.

Patriota lembrou que o principal entrave no momento para um resgate aéreo é a dificuldade que o governo brasileiro vem enfrentando para obter uma autorização de voo e sobrepouso nos aeroportos do país.

Ajuda francesa

Brasileiros que estão na Líbia já vinham se preparando para a possibilidade de deixar o país pelo Mar Mediterrâneo, que banha o norte líbio. Até agora, porém, Patriota não havia confirmado essa possibilidade.

A ministra francesa ofereceu ajuda ao Itamaraty para retirar os brasileiros. "Dois aviões franceses tiveram autorização de pouso em Trípoli e colocamos ambos à disposição do Brasil", disse Alliot-Marie.

Tanto Patriota como chanceler francesa condenaram a violência no país, que já teria deixado mais de 200 mortos. "O uso de violência contra manifestantes desarmados é totalmente inaceitável", afirmou o chanceler brasileiro.

Ele afirmou ainda que a notícia "relativamente tranquilizadora" e a de que a cidade de Benghazi - onde estão a maioria dos brasileiros - amanheceu sem distúrbios. "Esperamos que essa situação permaneça enquanto eles não conseguem deixar o país."

 

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