Brasileiros previnem-se e enfrentam emergência

Executivo se abastece de comida e água; Grupo Corpo, que tem espetáculo marcado no Brooklyn, fica preso no Canadá

NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2012 | 02h01

Com duas filhas gêmeas recém-nascidas, o executivo brasileiro Paulo Kluber adotou uma série de providências para garantir a segurança da família diante da chegada do furacão Sandy. "Comprei comida não perecível e muita água. Também pus bastante gelo no refrigerador para usar caso a energia acabe."

Em razão da paralisação do transporte público e do clima, era praticamente um feriado de Natal nos Estados da Costa Leste e essa era a sensação do executivo. "Não terei como ir para Nova York para trabalhar pelo menos até quarta-feira", afirmou Kluber, que vive em New Jersey com a mulher e as duas filhas.

Ana Julia Ghirello, gerente de produtos de uma empresa de tecnologia, que viajou para Nova York a trabalho, acabou precisando ficar na casa de amigos. "Estou aproveitando para pôr a leitura em dia e trabalhar pelo computador", afirmou. Amigos dela, do Grupo Corpo, uma companhia de dança, ficaram presos no Canadá e conseguiriam chegar na cidade apenas amanhã, um dia antes de um espetáculo no Brooklyn.

Alguns moradores de bairros como Chelsea, West Village e Battery Park precisaram deixar suas casas por ordem da prefeitura. "Precisei vir para um hotel", disse Tereza Rezende, uma advogada brasileira em Nova York. Seu marido, que voltaria ao Brasil ontem, teve o voo cancelado e não tem previsão de retorno.

Há mais turistas do que o normal na cidade porque, no domingo, está marcada a Maratona de Nova York. Apesar do clima já ruim ontem de manhã, vários corredores aproveitavam para treinar no Central Park. Moradora de Long Island, uma das regiões mais atingidas, Renata Cassettari, disse, em relato ao portal Estadão.com que "o nervosismo em algumas famílias é extremo". "Em outras, a calmaria chega a ser ridícula aos meus olhos de brasileira amedrontada." / G.C.

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