Brasileiros que não viajaram podem pedir dinheiro de volta

Segundo Anac, passageiros de 19 voos cancelados ontem no País poderão remarcar viagem sem custo

Talita Eredia e Renato Machado, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2010 | 00h00

O fechamento dos aeroportos europeus em decorrência das cinzas do vulcão islandês provocou ontem o cancelamento de 19 voos no Brasil. As partidas para Londres, Paris, Amsterdã, Frankfurt, Munique e Zurique foram suspensas.

As companhias aéreas British Airways e Air France cancelaram todos os voos previstos para hoje. Ontem, a TAM suspendeu os voos que iam para Londres, Paris e Frankfurt. Partidas da KLM, Lufthansa, Swissair e as conexões da TAP em Lisboa também foram suspensas.

Os passageiros com viagem marcada para o fim de semana devem entrar em contato com as empresas para confirmar se houve cancelamento. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os passageiros podem remarcar a viagem sem custo adicional ou optar pela devolução integral do valor do bilhete.

Além dos que não conseguiram embarcar, outras pessoas que vivem no País acabaram ficando "presas" nos aeroportos da Europa, sem conseguir voltar para o Brasil ou seguir viagem.

É o caso do advogado e empresário chinês radicado em São Paulo Tang Wei, que é secretário-geral da Câmara do Comércio Brasil-China.

Feira. Wei lideraria um grupo de cerca de 30 empresários brasileiros que vão à Contonfair, a maior feira comercial chinesa, na cidade de Guangzou, no Cantão. O grupo já está no país asiático, porque saiu de São Paulo nos dias 11 e 13 e viajou via África do Sul. O secretário-geral, no entanto, precisou ir pela Europa, pois teve compromissos em alguns países europeus.

Na noite de quarta-feira, Wei foi para o aeroporto de Amsterdã, mas já não conseguiu embarcar por causa das cinzas do vulcão. Desde então, ele está na sala de espera e aguarda a oportunidade de seguir para a China, apesar de já ter perdido compromissos importantes.

Na última vez que fez contato com o escritório brasileiro, mandou fotos nas quais aparecem centenas de pessoas deitadas nos bancos e sobre malas, no saguão do aeroporto.

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