Brasileiros que vivem no Oriente Médio ainda não pediram para voltar

O governo brasileiro ainda não marcou data para o envio ao Oriente Médio dos dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) que estão de prontidão no Rio de Janeiro para trazer brasileiros que queiram deixar a região. O coordenador do Itamaraty para acompanhamento da crise no Iraque, ministro Ruben Barbosa, disse que até o momento não há solicitação de brasileiros que queiram retornar ao Brasil.Barbosa disse que até o momento foram recebidos 60 e-mails e mais de 100 telefonemas, na maioria de pessoas do Brasil pedindo informações sobre como retirar parentes do Oriente Médio. Ele acredita que a falta de interesse das pessoas em retornar ao Brasil neste momento é normal. Ele disse que, durante a guerra do Golfo, em 1991, 60 brasileiros deixaram a região apenas após o início do conflito. O coordenador disse que o Itamaraty identificou entre 150 e 500 pessoas que podem voltar ao País. Barbosa afirmou que os brasileiros não será necessariamente levados para o Brasil. Quem estiver em região de perigo pode ser levado para outros países da região onde não haja riscos. "Os aviões são para um segundo momento", afirmou.A rota dos aviões já está definida, caso realmente seja necessário enviá-los para as região sem risco. Eles irão para o Cairo, no Egito, para onde os brasileiros serão levados por terra.Barbosa disse que o Itamaraty já tem rotas para o deslocamentos das pessoas até o Cairo, mas disse que situações impoderáveis podem comprometer o planejamento. "Não sabemos qual o estrago físico que a guerra fará. Talvez alguma ponte seja destruída e não tenhamos como seguir determinada rota, ou o ônibus que iria transportar os brasileiros seja explodido. Qualquer previsão está sujeita a uma margem de imponderabilidade", observou.Desde a noite de segunda-feira, quando o presidente norte-americano, George Bush, deu um ultimato ao presidente do Iraque, Saddam Hussein, para que deixasse o País em 48 horas, o Itamaraty montou um serviço de atendimento, batizado de "sala de situação", que está utilizando a estrutura da Central de Atendimento do Itamaraty (CAT).Algumas pessoas com viagens marcadas para os próximos dias para países da região ou com vôos com escala em países de risco estão pedindo conselhos se devem cancelar a viagem.Veja o especial : O noticiário até 18/3/2003

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