Brasileiros vindos do Líbano chegam na terça-feira

Um grupo de 122 brasileiros saiu nesta segunda-feira de Beirute e seguiu para a cidade de Adana, na Turquia, de onde os interessados poderão embarcar para o Brasil. Segundo o ministério das Relações Exteriores, é provável que uma parte do grupo, que chegou à Adana em uma comboio formado por três ônibus, permaneça na Turquia ou vá para outros países da região. O horário de saída do avião - um Boeing 707 da Força Aérea Brasileira (FAB) chamado de Sucatão na época em que servia à Presidência da República - estava previsto para as 21h15, horário de Brasília. Ainda segundo o Itamaraty, o vôo deve fazer uma primeira escala já no Brasil às 11h30 de terça-feira, em Recife. A próxima escala é na Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos, onde o avião aterrissa às 16h. Por fim, o Sucatão faz sua última parada no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, às 18h.Entre os passageiros estão os pais do marido e duas sobrinhas de Andrea Nascimento, administradora de empresas de São Paulo. Ela ainda não está completamente tranqüila, mas já se sente mais aliviada. Os quatro conseguiram sair da cidade de Zahle, onde moram, e chegar em segurança a Beirute para pegar o ônibus para a Turquia. "Tranqüila mesmo só vou ficar quando eu puder falar com eles, ter certeza de que está tudo bem."Dificuldades para voltarMas nem todos os parentes de brasileiros que se encontram na região ficarão tranqüilos quando o Sucatão pousar por aqui. A paulistana Rosemari Cordeiro Silva acompanha ansiosa os e-mails do marido, Samer Zakariya Refahi, que foi para o Líbano no dia 1º para visitar os pais libaneses. Embora contasse com passagem marcada para retornar para São Paulo na quarta-feira (19), ele não conseguiu lugar na comitiva que levou os 122 brasileiros à Adana. Ainda assim, Rafahi embarcou as duas filhas de seu primeiro casamento, que o acompanhavam na visita aos familiares. Agora, ele aguarda um eventual próximo vôo da FAB, mas, segundo Rosemeri, o Itamaraty não tem previsão para uma nova retirada. "Estou aflita. A gente fica sem saber o que vai acontecer", resume Rosemeri, cujo sofrimento só cresceu nos últimos dias, já que desde sexta-feira não consegue um contato telefônico com o marido. "Não sei se são os bombardeios ou se é um congestionamento nas linhas", explica ela, que todos os dias aguarda pelo único e-mail diário de Refahi. André Mascarenhas, Gabriel Bueno, Leonencio Nossa e Luciana Alvarez

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