Brasília confirma ter recebido carta de parlamentar sobre Sakineh

Segundo agência, política diz no texto à presidente Dilma que pena de iraniana agora será de[br]10 anos de prisão

, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2011 | 00h00

O governo brasileiro confirmou ontem o recebimento da carta em que a parlamentar iraniana Zahra Elahian afirma, segundo a agência de notícias estatal Ilna, que Sakineh Mohammadi Ashtiani não seria mais executada. Sakineh foi inicialmente condenada a apedrejamento por adultério em 2006, mas depois a sentença foi suspensa por causa da repercussão internacional. No entanto, a iraniana continuou sob ameaça de morte por enforcamento por ter sido considerada cúmplice no assassinato do marido. Até a noite de ontem, o documento não havia sido entregue à presidente do Brasil, Dilma Rousseff.

Segundo a agência, na carta, Elahian - chefe da Comissão Parlamentar de Direitos Humanos - diz que Sakineh agora enfrentará 10 anos de prisão, após o perdão dado pela família da vítima e dos apelos feitos pelos filhos da iraniana. "A sentença de apedrejamento não tinha sido finalizada", disse Elahian na carta enviada a Dilma, de acordo com a Ilna.

Ontem à noite, um funcionário judicial regional, Malek Azhdar-Sharifi, repetiu a declaração da parlamentar, dizendo à agência Irna que a sentença de apedrejamento não tinha sido oficializada, mas que agora Sakineh "terá de cumprir apenas 10 anos de prisão".

O Brasil ofereceu asilo a Sakineh em julho após o caso ganhar atenção internacional. Teerã rejeitou a oferta, argumentando que o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva não estava a par de todos os fatos. Em novembro, Dilma disse que o apedrejamento de Sakineh era "uma coisa muito bárbara". / NYT

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