Brasília modera posição sobre mediação com o Irã

Na UE, chanceler evita cobranças para integrar grupo de países que negociam com Teerã fim de seu programa nuclear

Andrei Netto, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2011 | 00h00

O Brasil apresentou ontem, em Bruxelas, uma posição bem mais moderada sobre a questão nuclear iraniana. Em encontros com autoridades da União Europeia (UE), o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou que Brasília pode participar de negociações sobre as usinas de enriquecimento de urânio, mas não fez cobranças à comunidade internacional para integrar o grupo de negociadores.

O discurso de Patriota contrastou com a posição mais agressiva do ex-chanceler Celso Amorim, que defendia a participação de Brasil e Turquia no grupo negociador, formado por EUA, França, Grã-Bretanha, Rússia, China e Alemanha.

Questionado sobre se o Brasil mudaria sua posição diplomática em relação ao Irã no governo de Dilma Rousseff, Patriota se limitou a afirmar que o País continua aberto a participar das mesas de discussões, mas evidenciou uma moderação ao não apelar pela abertura de espaço para seus diplomatas.

"O envolvimento maior com o Irã teve a ver com essa busca de uma alternativa diplomática para uma situação de tensão", disse. "Desde que possamos contribuir com alternativas diplomáticas, continuaremos engajados nesse compromisso." Questionado sobre os protestos no Egito e na Tunísia, o chanceler brasileiro evitou comentários.

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