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Breivik critica condições de carceragem na Noruega

Norueguês é réu confesso e está preso por matar 77 pessoas em 2011 em Oslo e na ilha de Utoya

AE, Agência Estado

23 de novembro de 2012 | 15h57

OSLO - O norueguês Anders Behring Breivik, assassino confesso de 77 pessoas, acusou nesta sexta-feira, 23, os carcereiros da prisão onde cumpre pena, em Oslo, de tentarem levá-lo ao "suicídio", por o manterem em condições que o condenado descreveu como uma "mini Abu Ghraib". Breivik escreveu uma carta de 27 páginas em protesto e um cópia foi obtida pela Associated Press.

"Se eu não fosse uma pessoa extremamente paciente, teria perdido minha cabeça por pura frustração", escreveu Breivik,. "Mesmo assim, existem limites do que uma pessoa pode aguentar".

Breivik cumpre sentença na prisão de Ila, perto da capital norueguesa. O fanático de extrema direita, de 33 anos, matou 77 pessoas nos piores atentados da Noruega, em Oslo e na ilha de Utoya, quando massacrou 69 pessoas a tiros em 22 de julho de 2011. Muitos eram adolescentes e jovens noruegueses que participavam de um encontro da juventude do Partido Trabalhista.

Ellen Bjercke, a porta-voz da prisão de Ila, disse que nenhuma restrição de segurança sobre Breivik foi abrandada, embora recentemente ele tenha obtido permissão para usar uma caneta esferográfica normal para escrever - antes ele tinha que usar uma caneta de borracha. Breivik disse que o fato de o obrigarem a usar uma caneta de borracha foi uma "manifestação indescritível de sadismo".

Breivik também protestou contra o pouco tempo que possui para escovar os dentes e afirmou que sempre é vigiado pelos carcereiros. Breivik recebeu uma sentença de 21 anos de prisão pelos 77 assassinatos, mas poderá ficar preso para sempre, se os juízes o considerarem uma ameaça social.

Com AP

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