Ernesto BENAVIDES / AFP
Ernesto BENAVIDES / AFP

Bretas classifica suicídio de ex-presidente do Peru como 'fuga covarde'

Alan García se matou para evitar ser preso em razão do escândalo de corrupção da Odebrecht no Peru

Beatriz Bulla, ENVIADA ESPECIAL / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2019 | 19h18

O juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal do Rio de Janeiro, classificou o suicídio do ex-presidente do Peru Alan García como um ato “lamentável” e uma “fuga covarde”. García se suicidou para evitar ser preso em razão de desdobramentos de esquemas de corrupção da Odebrecht no Peru.

“A Lava Jato, nas instâncias ordinárias, tem feito o que é possível fazer. Temos feito um trabalho razoável, tanto que outros países da América latina usam material da Lava Jato para investigar seus ex-presidentes, presidentes. Recentemente, um deles cometeu suicídio, o que é lamentável, acho que as pessoas têm que encarar a acusação e se defender e não fugir de uma forma covarde de eventual erro”, afirmou Bretas, em palestra na Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, em Nova York.

Bretas citou outros países que usaram investigações feitas no Brasil para conduzir os próprios casos de corrupção local, como Peru e Equador. “Infelizmente, o Brasil é uma referência, mas também uma referência ruim. Exportou para alguns 'hermanos' algum tipo de técnica ilícita de ganhar dinheiro mais fácil em grande quantidade, corrupção”, afirmou Bretas.

O corpo de García foi velado na última sexta-feira no Peru. O ex-presidente deixou uma carta em que diz que sua detenção seria uma humilhação pessoal e ele não ia sofrer esta injustiça.

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