Yves Herman/Reuters
Yves Herman/Reuters

Brexit pode dar status duplo à Irlanda do Norte, diz Reino Unido

Entre as propostas que estão sendo estudadas está a de permitir que o país negocie com Londres e a UE

O Estado de S.Paulo

01 Junho 2018 | 19h33

LONDRES - O Reino Unido pode propor a concessão de um status duplo à Irlanda do Norte para que o país possa negociar livremente com Londres e com a União Europeia, em uma tentativa de romper o impasse nas negociações do Brexit, como é conhecida a desfiliação britânica da União Europeia, disse uma autoridade do governo.

+ Londres admite pagar UE antes de acordo comercial

A ideia é criar uma zona comercial neutra de 16 quilômetros ao longo da fronteira para comerciantes locais – como produtores de laticínios – depois do Brexit, disse o funcionário sob condição de anonimato.

O plano é um de vários que estão sendo debatidos e pode não ser proposto à UE, acrescentou o funcionário. A inspiração do sistema regulatório duplo veio de Lichtenstein, que trabalha com os regimes da Área Econômica Europeia ligados à Suíça e à UE ao mesmo tempo.

O Departamento de Saída da União Europeia disse que já sugeriu “dois arranjos alfandegários futuros viáveis” e não comentou a nova proposta. As propostas existentes estão usando tecnologia para facilitar o tráfego na fronteira, criando uma nova “parceria alfandegária”.

A ideia de conceder à Irlanda do Norte um status conjunto com o Reino Unido e a UE provavelmente sofrerá a oposição do Partido Unionista Democrático da Irlanda do Norte (DUP, na sigla em inglês), que apoia o governo da primeira-ministra britânica, Theresa May.

Martina Anderson, membro do Sinn Fein, o principal partido nacionalista da Irlanda do Norte, no Parlamento Europeu, disse que a proposta não resolverá os problemas na divisa.

A legenda norte-irlandesa Partido Unionista Democrático, que apoia o governo de minoria britânico, rejeitou a ideia de conceder à Irlanda do Norte um mercado duplo, alegando que não tinha sido consultada e a proposta era contraditória. / REUTERS

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.