EFE/Mikhail Metzel
EFE/Mikhail Metzel

Brics condenam teste nuclear norte-coreano e manifestam preocupação com tensão na península

Líderes do Brasil, Rússia, Índia e África do Sul defenderam que a crise na região seja resolvida de maneira pacífica, por meio do diálogo direto entre as partes

Cláudia Trevisan, enviada especial / Xiamen, China, O Estado de S.Paulo

04 Setembro 2017 | 08h19

XIAMEN, CHINA - As cinco potências emergentes dos Brics deploraram “fortemente” nesta segunda-feira, 4, o teste nuclear realizado pela Coreia do Norte no domingo 3, manifestaram preocupação com a tensão na região e defenderam que ela seja resolvida de maneira pacífica, por meio do diálogo direto entre as partes. O texto é mais contundente que o defendido pela China antes da explosão de uma bomba de hidrogênio por Pyongyang, que obrigou Pequim a elevar o tom com o regime de Kim Jon-un.

Essa é a primeira vez que a questão norte-coreana foi incluída em uma declaração de líderes dos Brics, que realizaram no domingo sua 9.ª cúpula, em Xiamen, no sul da China. Pequim é o principal aliado internacional da Coreia do Norte e responde por 90% do comércio exterior do país.

O teste foi o sexto e mais potente do programa nuclear de Pyongyang e envolveu uma bomba com potência cerca de cinco vezes superior à detonada da última vez. A data escolhida por Pyongyang para detonar o artefato criou um constrangimento internacional para o presidente da China, Xi Jinping. A explosão ocorreu pouco antes de ele receber os líderes do Brasil, Rússia, Índia e África do Sul para a cúpula dos Brics.

“Nós deploramos fortemente o teste nuclear conduzido pela Coreia do Norte. Nós expressamos profunda preocupação em relação à atual tensão e prolongada questão nuclear na península coreana, e enfatizamos que ela só deve ser resolvida por meios pacíficos e diálogo direto entre as partes envolvidas”, disseram os líderes na declaração ao final do encontro.

Antes do teste, a China defendia um texto menos enfático, que ressaltava que a responsabilidade pela tensão na região não era apenas da Coreia do Norte. Mas a situação mudou no domingo.

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