Brics devem condenar intervenção na Líbia

A crítica ao uso da violência e da intervenção na Líbia deverá ser o ponto mais forte da declaração que os líderes dos Brics divulgarão hoje na China, depois de sua terceira reunião de cúpula, que pela primeira vez terá participação do novo sócio do bloco, a África do Sul.

Cláudia Trevisan, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2011 | 00h00

O presidente sul-africano, Jacob Zuma, apresentará aos outros quatro líderes um relato dos esforços empreendidos pela União Africana para obter um cessar-fogo entre os rebeldes e o governo líbio. Mas, até ontem, eles não haviam produzido resultados concretos.

O texto da declaração defenderá o uso do diálogo para solucionar a crise que afeta os países árabes do Norte da África e reafirmará os princípios de soberania, não intervenção, integridade territorial e rejeição do uso da força.

Os quatro membros originais do grupo - Brasil, Rússia, Índia e China - estão atualmente no Conselho de Segurança da ONU e abstiveram-se na votação que impôs uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia, aprovada em março. A África do Sul votou a favor da proposta.

Na declaração, os cinco sócios dos Brics comprometem-se a manter a coordenação em relação à situação na Líbia, o que na avaliação de um integrante da diplomacia brasileira é uma indicação de que a África do Sul poderá se aproximar dos outros quatro países dentro do Conselho de Segurança.

O premiê chinês, Hu Jintao, anfitrião do encontro, a presidente Dilma Rousseff , o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, o presidente russo, Dmitri Medvedev, e Zuma vão reafirmar a defesa da reforma do Conselho e da maior participação de emergentes em fóruns internacionais.

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