PHILIPPE HUGUEN | AFP
PHILIPPE HUGUEN | AFP

Briga em campo de refugiados deixa 40 feridos

Confronto ocorreu entre sudaneses e afegãos no acampamento conhecido como ‘Selva’ na cidade francesa de Calais; três pessoas ficaram em estado grave

O Estado de S.Paulo

28 Maio 2016 | 11h20

Cerca de 40 pessoas ficaram feridas em uma briga entre refugiados afegãos e sudaneses no acampamento conhecido como “Selva” na cidade francesa de Calais, no norte do país, segundo informou a prefeitura local. A violência começou por volta das 16h (horário local) e a polícia ainda não havia esclarecido, até a noite de ontem, o que motivou o confronto.

A secretária de governo de Calais, Fabienne Buccio, afirmou que 13 dos feridos precisaram ser transportados para hospitais. “Três pessoas têm ferimentos graves, uma delas ferida por arma branca”, completou.

Mais de 250 policiais foram enviados ao acampamento para encerrar o confronto. Além dos homens, as autoridades enviaram 70 viaturas do Corpo de Bombeiros de Calais, 11 ambulâncias e diversos médicos e enfermeiros para atendimento.

O governo francês vem tentando há meses remover os refugiados que vivem na “Selva” de Calais, mas muitos se recusam a deixar o local e ir para alojamentos oficiais – um dos argumentos é o de que o registro em uma instalação oficial os obrigaria, pelas normas da União Europeia (UE), a pedir asilo na França, quando a maioria está em Calais como ponto de passagem para tentar chegar à Grã-Bretanha e tentar o asilo lá.

Segundo a prefeitura, 4 mil pessoas ainda vivem no acampamento. Associações de defesa dos direitos humanos, no entanto, afirmam que o número pode chegar a 5 mil. Tensões entre os diferentes grupos que vivem na “Selva” são frequentes. Em março, 19 imigrantes ficaram feridos em uma briga também entre afegãos e sudaneses.

Fluxo. Enquanto a França tenta lidar com a situação na “Selva”, outros países da UE continuam tentando controlar a chegada de imigrantes pelo Mediterrâneo. Ontem, a Guarda Costeira italiana confirmou que 4 mil pessoas foram resgatadas em 22 operações em apenas 24h.

O comandante das operações, Cosimo Nicastro, disse que o número pode ser um recorde, já que o maior registro anterior havia sido de 6 mil pessoas resgatadas ao longo de dois dias. Milhares de imigrantes continuam a tentar atravessar o Mediterrâno diariamente na pior crise migratória já registrada desde a 2.ª Guerra. / AFP e AP

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