EFE/Francisca Meza
EFE/Francisca Meza

Briga entre facções rivais em presídio no México deixa 28 mortos 

Acapulco é a maior cidade de Guerrero, um dos Estados mais violentos do México e um centro para a produção de papoula de ópio, que tem se tornado uma grande preocupação para as autoridades dos EUA

O Estado de S.Paulo

06 Julho 2017 | 18h54
Atualizado 07 Julho 2017 | 10h14

ACAPULCO - Pelo menos 28 detentos morreram e outros 3 ficaram feridos em um confronto de duas organizações criminosas rivais ocorrido nesta quinta-feira, 6, em uma penitenciária na cidade de Acapulco, no México, informou o porta-voz da Secretaria de Segurança do Estado de Guerrero, Roberto Álvarez Herédia. 

O confronto começou "pela disputa permanente entre grupos opostos no interior da cadeia", afirmou.

Após essas ações, as autoridades ordenaram uma operação conjunta da Polícia Estadual, da Polícia Federal e do Exército, que contou com o apoio de helicópteros.

Esses militares "tomaram o controle de todas as áreas e módulos" da prisão, assim como de seu perímetro externo, assegurou Álvarez.

No entanto, agentes da Procuradoria local realizam trabalhos de investigação e de retirada de cadáveres na área da cozinha da prisão, em um pátio e na área de visitas conjugais, informaram as autoridades.

O confronto entre grupos criminosos rivais ocorreu no módulo de alta segurança desta cadeia, que abriga presos que cumprem penas por crimes federais.

Guardas penitenciários reportaram que quatro vítimas foram degoladas, segundo um relato interno da Polícia Estadual.

O mesmo relatório diz que, quase uma hora depois de iniciada a briga, também escutaram tiros nos dormitórios de segurança máxima e, posteriormente, 500 presos se concentraram no pátio principal de forma pacífica.

Em junho, pelo menos sete pessoas morreram, três delas policiais, durante uma operação para recuperar o controle da prisão de Ciudad Victoria, em Tamaulipas, que foi cenário de fugas e confrontos entre os presos.

As prisões mexicanas, principalmente as que estão sob controle dos governos estaduais, são palco de rebeliões, assassinatos e fugas, e a maioria apresenta graves problemas de lotação.

Guerrero é um dos estados mais pobres do México e um dos mais atingidos pelo tráfico e pelo crime organizado, em meio à disputa pelo controle de territórios e de atividades criminosas entre diversos grupos.  /AFP e REUTERS 

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