Brigada suspeita de cumplicidade com esquadrões da morte é desativada em Bagdá

Autoridades iraquianas tiraram das ruas de Bagdá uma brigada policial suspeita de "cumplicidade" com esquadrões da morte e mandaram seus integrantes de volta ao treinamento, informou um porta-voz militar americano nesta quarta-feira.O anúncio vem à tona apenas alguns dias depois de um seqüestro em massa no qual pelo menos 24 trabalhadores foram capturados e dois, baleados. Os corpos de sete dos 24 reféns foram encontrados pouco depois do seqüestro de domingo e o destino dos outros 17 é desconhecido.Líderes políticos sunitas atribuíram o seqüestro em massa a milícias xiitas e sugeriram que as forças de segurança teriam sido omissas com relação ao ataque. O episódio ocorreu no distrito bagdali de Amil.Nesta quarta-feira, o general americano William Caldwell, porta-voz do comando militar dos EUA em Bagdá, disse que a brigada policial responsável pela área onde ocorreu o seqüestro seria retirada das ruas e passaria por novo treinamento."É possível que tenha havido algum tipo de cumplicidade ao permitir que integrantes de esquadrões da morte transitassem livremente quando deveriam estar sendo impedidos", disse Caldwell durante entrevista coletiva concedida em Bagdá."Os membros dessa unidade não foram totalmente leais ao governo do Iraque e tornaram-se leais a outros", prosseguiu o porta-voz militar americano. A brigada suspensa era composta por entre 650 e 700 policiais, disse o tenente coronel Karim Mohammedawi, porta-voz do Ministério de Interior do Iraque.Mais mortosEnquanto isso, uma rápida sucessão de explosões ocorrida nesta quarta num bairro cristão de Bagdá deixou 16 mortos e 87 feridos, informou a polícia local. Episódios de violência ocorridos em outras partes do país provocaram a morte de mais dez pessoas no mesmo dia.Ao mesmo tempo, o comando militar dos EUA confirmou a morte de mais dois soldados americanos no Iraque. Os falecimentos elevam a 17 o número de militares dos EUA mortos no país árabe desde o sábado.De acordo com um levantamento da Associated Press, pelo menos 2.730 soldados americanos já perderam a vida no Iraque desde março de 2003, quando o país árabe foi invadido por forças estrangeiras lideradas pelos EUA em busca de armas de destruição em massa que nunca vieram a ser encontradas.A contagem da AP computa 14 mortes a mais do que o levantamento oficial do Departamento de Defesa dos EUA, que foi atualizado pela última vez na última terça-feira.

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