Mick Tsikas/Reuters
Mick Tsikas/Reuters

Brisbane enfrenta pior enchente em 35 anos

Até 9 mil imóveis da capital de Queensland, na Austrália, estão sob risco; pelo menos 20 pessoas morreram e 78 desapareceram na região

, O Estado de S.Paulo

12 de janeiro de 2011 | 00h00

A capital do Estado de Queensland e terceira maior cidade da Austrália, Brisbane, preparava-se ontem para enfrentar sua pior enchente em 35 anos, quando as autoridades do país contabilizaram dez mortos na região de Toowoomba, 120 quilômetros a oeste do município. A previsão é a de que entre 6,5 mil e 9 mil residências de Brisbane tenham de ser abandonadas.

As autoridades insistem para que a população busque abrigo em terrenos mais altos. Segundo o prefeito de Brisbane, Campbell Newmann, a expectativa é a de que 15 mil pessoas sejam prejudicadas em 80 bairros. A cidade tem 2 milhões de habitantes e é protegida pela Represa Wivenhoe, que foi construída em 1974, depois que inundações devastaram o centro do município. No entanto, o reservatório está cheio e talvez tenha de ser aberto, provocando ainda mais enchentes.

A distância entre as margens do Rio Brisbane, que é represado pelo equipamento, chegou a quase 1 quilômetro depois das últimas chuvas. As novas inundações foram provocadas por chuvas torrenciais em um solo já encharcado.

Pelo menos 20 pessoas já morreram por causa das enchentes que atingem o nordeste da Austrália desde novembro. Cerca de 200 mil pessoas foram afetadas. Há cinco crianças entre os mortos de Toowooba. E 78 pessoas estavam desaparecidas até a noite de ontem.

Veículos foram arrastados pela correnteza e fundações de imóveis arrancadas pela força das águas na cidade e nas margens do Rio Brisbane.

"As circunstâncias em Queensland continuam calamitosas", declarou ontem a primeira-ministra Julia Gillard, enquanto se comprometia a enviar ajuda à região afetada. "A nação tem de se preparar para o fato de que o número de mortos provavelmente aumentará", disse a premiê, referindo-se à enchente repentina que atingiu Toowoomba na segunda-feira.

O músico Greg Towald, de 53 anos, dirigia pelas ruas da cidade quando uma onda semelhante a um tsunami atingiu o local. "Não havia para onde escapar, apenas um "mar" com 1 quilômetro de largura", disse. Cerca de 300 pessoas foram retiradas da área por helicópteros. / AP

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