Britânica pega 15 dias de prisão no caso do 'Ursinho Maomé'

Gillian Gibbons é acusada de ofender o Islã por permitir que seus alunos chamassem de Maomé um ursinho

Efe,

29 de novembro de 2007 | 17h20

O tribunal sudanês que julga uma professora britânica por supostas ofensas ao Islã condenou nesta quinta-feira, 29, a mulher a 15 dias de prisão e ordenou que ela saia do país.   Gillian Gibbons é acusada pelas autoridades sudanesas de ofender as crenças religiosas e incitar o ódio por permitir que seus alunos chamassem de Maomé (Mohamed em árabe) um ursinho de pelúcia.   De acordo com o artigo 125 do Código Penal sudanês, a professora poderia ter sido condenada a seis meses de prisão, pagar uma multa ou receber 40 chibatadas. Gillian foi detida no último domingo após o Ministério da Educação do Sudão receber uma queixa por .   A professora, que começou a trabalhar na escola em agosto, teria pedido o ursinho de pelúcia de uma menina de sete anos emprestado e sugeriu que seus colegas dessem um nome a ele. Dos 23 alunos, 22 votaram no nome Maomé para o brinquedo.   O diretor da escola explicou que as crianças tinham que levar o ursinho para suas casas nos finais de semana e cada um teria de descrever o que fazia com ele.   Os comentários dos pequenos foram colocados num livro cuja capa estampava uma fotografia do ursinho com a legenda: "Meu nome é Maomé".   Ao tomar conhecimento do livro, a União Superior de Escolas Sudanesas decidiu suspender a britânica e divulgou um pedido oficial de desculpas aos alunos, seus familiares e a todos os muçulmanos. A direção do colégio particular em que Gillian lecionava inglês anunciou o fechamento de suas instalações por medo de ataques.   Matéria ampliada às 17h37

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