Britânico acusado de chefiar máfia é preso na Espanha

Grupo atuava com fraudes de propriedade compartilhada e lavagem de capitais

Efe

12 Julho 2007 | 08h54

A Polícia espanhola deteve em Tenerife o britânico John Edward Palmer, acusado de dirigir uma organização criminosa que operava na ilha espanhola e com a qual obteve tantos ganhos que, segundo a Polícia, tornou-se o dono de uma das maiores fortunas do Reino Unido. A organização se dedicava a diversas atividades criminosas, como fraudes relacionadas com a propriedade compartilhada e lavagem de capitais. A Polícia explicou nesta quinta que Palmer foi detido no aeroporto de Tenerife Sul, por ordem do juiz Baltasar Garzón. Palmer, de 57 anos, é considerado pela Polícia britânica o cérebro do roubo à mão armada de 3.500 quilos de ouro, no aeroporto britânico de Heathrow, em 1983. A Audiência Nacional acusa o detido de ser o chefe de uma organização que operava em Tenerife, dedicada a fraudes relacionadas com o "time sharing" ou propriedade compartilhada, lavagem de capitais, falsificação de cartões de crédito e ameaças. Além disso, a quadrilha é acusada de crimes contra a integridade física e liberdade das pessoas, corrupção de funcionários públicos, falsificação de passaportes, tráfico de drogas, depósito e posse de armas de fogo. Segundo a Polícia, Palmer se fixou na Espanha em 1985. Em Tenerife, ele dirigia e controlava uma organização criminosa de ação internacional. Sua fortuna pessoal é calculada em € 600 milhões (US$ 822 milhões). Ele tem investimentos no sul de Tenerife e em Málaga, que superam os € 360 milhões (US$ 482 milhões), fundamentalmente no negócio de "time sharing". Os investigadores acreditam que Palmer obteve centenas de milhões de euros em ganhos ilícitos nos últimos anos. O britânico tinha obtido recentemente a liberdade provisória, já que tinha sido preso no Reino Unido em 2001, condenado por fraude múltipla. Aparentemente, ele continuou administrando a rede de crimes de dentro da prisão.

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