Britânico acusado de matar jornalista Daniel Pearl se diz inocente

Um muçulmano britânico que pode sercondenado à morte pelo assassinato do jornalista americano DanielPearl quer usar como provas para se salvar da forca as confissões dopresidente paquistanês, Pervez Musharraf, no livro "In the Line ofFire". Segundo o jornal The Times, o general Musharraf pareceinocentar no livro Omar Sheikh, de 32 anos, que está no corredor damorte desde 2003, acusado do seqüestro e assassinato do repórter doThe Wall Street Journal. Musharraf parece ter mudado de opinião sobre a culpabilidade dobritânico, diz o jornal, e agora acredita que o homem que decapitouo jornalista foi Khalid Sheikh Mohammed, considerado o número 3 da Al Qaeda e cérebro dosataques terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. Esta revelação surpreendeu altos funcionários do governopaquistanês, que tinham implorado ao presidente do país, segundo oThe Times, que não publicasse nenhum segredo sobre suasinvestigações em torno da rede Al Qaeda. Rai Bashir, advogado do britânico, pretende usar o livro deMusharraf, que está sendo publicado por trechos pelo The Times,para obter a libertação de seu cliente. Outros três indivíduoscondenados à prisão perpétua pelo mesmo crime apresentaram recursos. Em outra das passagens de seu polêmico livro, Musharraf critica aespionagem britânica por não ter compartilhado com ele asinformações obtidas sobre atividades terroristas. As afirmações que Musharraf faz em seu livro autobiográficoincomodaram a Casa Branca, a CIA, o governo indiano e inclusive o doAfeganistão. Musharraf acusou o presidente afegão, Hamid Karzai, deincapacidade diante da Al Qaeda e de seus aliados talibãs e sequeixou de que a informação passada ao Paquistão quase não tinavalor. Por outro lado, Karzai entregou a Washington provas de que ostalibãs continuam operando impunemente no Paquistão.

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