Scott Heppell/REUTERS
Scott Heppell/REUTERS

Britânico que jogou milk-shake em político é condenado a serviço comunitário

Paul Crowther também de pagar US$ 400 ao líder nacionalista Nigel Farage

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2019 | 22h24

LONDRES - Paul Crowther, de 32 anos, que jogou um milk-shake no líder nacionalista britânico Nigel Farage, foi condenado a 150 horas de serviço comunitário e a pagar US$ 400 ao político. O valor cobrado serviria para pagar a taxa de limpeza do terno de Farage, além de um microfone que ele utilizava.

O incidente ocorreu no mês passado, em Newcastle, onde Farage tentava reunir apoio para o recém-criado Partido do Brexit, antes das eleições do Parlamento Europeu.

Farage, uma figura controvertida no Reino Unido, defende a saída do país da União Europeia sem acordo, caso seja necessário, uma medida que, segundo analistas, poderia causar escassez de alimentos e medicamentos, prejudicar os fabricantes e afetar seriamente a economia do Reino Unido. Pela acusação, Crowther poderia ter recebido uma pena máxima de 6 meses de prisão. 

Promotores afirmaram na terça-feira em um comunicado que “em uma democracia aberta, as pessoas deveriam ser livres para conduzir campanhas políticas legítimas sem temer uma agressão física”. Para eles, as ações de Crowther, julgadas em um tribunal de Newcastle na terça-feira “cruzaram a linha do comportamento criminoso”.

Crowther, que foi preso no local, escreveu no Facebook que “a bílis e o racismo que Farage distribui neste país é muito mais prejudicial do que um pouco de milkshake em sua cara”, segundo a Sky News.

No tribunal, na terça-feira, um advogado de Crowther descreveu o episódio como um “momento de loucura” e disse que seu cliente lamentava o que havia feito, informou a BBC.

Alguns amigos de Crowther disseram que foi ele quem saiu perdendo, ao desperdiçar um milk-shake comprado por 5,25 libras (cerca de R$ 25) em uma lanchonete da cidade. Em uma vaquinha na internet, eles arrecadaram 1,7 mil libras (R$ 8,2 mil) para que Crowther pudesse receber de volta o dinheiro do milk-shake. / NYT, TRADUÇÃO DE CLÁUDIA BOZZO

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