Britânico condenado à morte é inocente, diz parlamentar

Um legislador britânico afirmou hoje que uma nova evidência prova que John "Jackie" Elliott, que deverá ser executado nesta semana, no Texas, EUA, é inocente. Elliott passou 15 anos no corredor da morte após ser condenado pelo estupro e assassinato, em 1986, de Joyce Mungui, de 18 anos, em East Austin, no Texas. Sua execução por injeção letal está marcada para esta terça-feira, e deverá ocorrer na prisão de Polunsky, perto de Livingston, no mesmo Estado americano.John Gummer, um conservador que já foi ministro e é membro do Parlamento Britânico, disse que Elliott não foi julgado corretamente."Estou cada vez mais convencido de que ele é inocente", declarou Gummer à cadeia de rádio britânica BBC. "Está sendo desenvolvido um trabalho de última hora para vermos se conseguimos uma comutação da sentença". Elliott, que tem dupla nacionalidade (britânica e americana), apresentou um pedido de clemência junto ao Comitê de Perdão e Liberdade Condicional do Texas, depois de seu apelo junto à Suprema Corte dos EUA ser negado. Seus advogados ainda esperam pelo resultado de um estudo de DNA. Gummer, que representa a região onde Elliott nasceu em 1960, diz que uma testemunha surgida nos últimos dias garante que o condenado é inocente. Segundo o parlamentar, a testemunha disse que um dos parceiros de Elliott, que foi julgado e recebeu uma sentença leve, seria o verdadeiro culpado pelo crime. Gummer também disse que o julgamento de Elliott não foi justo porque seu advogado era inexperiente, e que é "revoltante" o fato de não ter sido pedido o teste de DNA durante o julgamento.

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