Luis Belmonte Diaz/Reprieve /EFE
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Britânico condenado por contrabando é executado na China

Akmal Shaikh foi preso em 2007; premiê britânico disse que está 'chocado' com o anúncio.

BBC Brasil, BBC

29 de dezembro de 2009 | 03h33

Um homem britânico condenado por contrabandear drogas para a China foi executado nesta terça-feira, segundo informou o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido.

 

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A decisão do Supremo Tribunal de executar Akmar Shaik ocorreu apesar dos pedidos de clemência do governo britânico e da família.

Shaikh, que tinha 53 anos, foi preso em 2007 ao tentar entrar na China com malas contendo heroína - um crime considerado capital no país.

Ele negou as acusações feitas pelo governo chinês e argumentava que havia sido enganado e que as malas não pertenciam a ele.

A família do britânico pediu clemência, alegando que ele sofria de distúrbio de bipolaridade. Segundo os parentes, ele apresentava um comportamento "radical e instável".

Acredita-se que ele tenha sido o primeiro europeu a ser executado na China em 50 anos.

Governo

Logo após o anúncio da execução, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, disse que ficou "chocado e decepcionado" porque os persistentes pedidos de clemência não foram levados em conta pelo governo chinês.

"Estou particularmente preocupado porque nenhuma avaliação de saúde mental foi conduzida", disse o premiê.

O ministro das Relações Exteriores, David Milliband, disse que a Grã-Bretanha "se opõe completamente ao uso da pena de morte em todas as circunstâncias".

"No entanto, eu também lamento muito o fato de que nossas preocupações específicas sobre o indivíduo nesse caso não foram levadas em consideração, apesar de diversos pedidos do primeiro-ministro, ministros do governo e meus", disse.

"Essas (preocupações) incluem doenças mentais e interpretação profissional inadequada durante o julgamento", afirmou. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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