Steve Parsons/Pool Photo via AP
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Britânico de 82 anos se torna primeira pessoa do mundo a receber vacina Oxford/AstraZeneca

Reino Unido autorizou uso do imunizante no dia 30 de dezembro e começou a aplicá-lo nesta segunda-feira; doses podem ser conservadas em geladeira comum

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de janeiro de 2021 | 07h18

LONDRES - Um britânico de 82 anos se tornou a primeira pessoa do mundo a ser vacinada com o imunizante produzido pela parceria Oxford/AstraZeneca fora da fase de testes. A vacina começou a ser aplicada pelo governo do Reino Unido nesta segunda-feira, 4. O aposentado Brian Pinker foi o primeiro a receber a dose da vacina, no Hospital Churchill, em Oxford.

"Estou muito satisfeito por receber a vacina hoje e muito orgulhoso de que foi criada em Oxford", disse Pinker, gerente de manutenção aposentado que faz diálise para doenças renais, a poucas centenas de metros de onde o vacina foi desenvolvida. Pinker estava ansioso para comemorar seu 48º aniversário de casamento com a esposa Shirley em fevereiro. "As enfermeiras, os médicos e a equipe de hoje foram brilhantes", disse ele. 

O imunizante da Oxford/AstraZeneca foi aprovado no Reino Unido em 30 de dezembro, após análise de todos os dados fornecidos pelos pesquisadores. O governo do primeiro-ministro Boris Johnson garantiu 100 milhões de doses da vacina, que podem ser armazenadas em temperaturas de geladeira entre dois e oito graus, tornando-a mais fácil de distribuir do que a injeção da Pfizer/BioNTech.

"É um triunfo da ciência britânica que conseguimos chegar onde estamos", disse o ministro da Saúde Matt Hancock à Sky. "Logo no início, vimos que a vacina era a única saída a longo prazo".

Corrida pela vacinação

O Reino Unido foi o pioneiro na vacinação no ocidente, mas Rússia e a China começaram a imunizar seus cidadãos há meses, com várias vacinas diferentes ainda em fase final de testes. A China, em 31 de dezembro, aprovou sua primeira vacina contra a covid-19 para uso público em geral, uma injeção desenvolvida por uma afiliada da gigante farmacêutica estatal Sinopharm. A empresa disse que é 79% eficaz.

A Rússia informou, em 24 de novembro, que sua vacina Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, foi 91,4% eficaz com base em resultados provisórios de testes em estágio final./ EFE e REUTERS

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