Britânico que matou amante é libertado sob fiança

O repórter britânico Ray Gosling foi libertado sob fiança hoje, depois de ter sido detido e interrogado pela polícia. Gosling atraiu a atenção da mídia - e da polícia - nesta semana quando revelou, num documentário da BBC, que usou um travesseiro para sufocar seu amante numa cama de hospital para acabar com seu sofrimento. Ele não forneceu o nome do homem que sofria de aids nem disse quando o incidente aconteceu.

AE-AP, Agencia Estado

18 de fevereiro de 2010 | 17h17

O jornalista de televisão de 70 anos foi libertado em Nottingham, após um interrogatório que durou um dia e meio sob suspeita de assassinato, disse seu advogado, Digby Johnson.

Gosling disse, durante um programa de televisão, que ele e o homem não identificado haviam feito um pacto sobre o que fazer caso o sofrimento do doente de aids se tornasse intolerável e nada mais pudesse ser feito. Gosling disse acreditar que tomou a decisão certa e não se arrepende.

Johnson disse que a polícia agora vai analisar as informações fornecidas por Gosling detalhadamente. "Ray está em frangalhos. Ele está feliz por estar livre", afirmou o advogado aos jornalistas. "Ele forneceu muita informação à polícia e eles agora vão analisá-las".

Pela lei britânica, auxiliar uma pessoa a cometer suicídio pode resultar em até 14 anos de prisão, mas os tribunais têm se tornado relutantes em condenar pessoas que ajudam entes queridos com séria limitações ou em estado terminal a encerrar suas vidas.

No ano passado, promotores do governo foram obrigados a explicar sob quais circunstâncias eles acusam pessoas que ajudam outras a morrerem.

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