Britânicos acusados de terrorismo pegam prisão perpétura

Cinco britânicos foram considerados culpados nesta segunda-feira, 30, de conspirar para realizar ataques a bomba inspirados na Al-Qaeda por todo o Reino Unido, podendo matar centenas de pessoas em alvos que variavam de boates a trens e centros de compra. A gangue planejava usar 600 quilos de fertilizante de nitrato de amônio para fazer os explosivos a serem usados nos ataques, por vingança ao apoio do Reino Unido aos Estados Unidos após os ataques de 11 de setembro de 2001, disseram os legisladores. Omar Khyam, Waheed Mahmood, Anthony Garcia, Jawad Akbar e Salahuddin Amin foram condenados por conspirar com o canadense Mohammed Momin Khawaja para causar uma explosão que poderia colocar vidas em risco. Garcia e Khyam foram considerados culpados de posse de um artigo para terrorismo - o fertilizante -, e Khyam também foi condenado por ter pó de alumínio, um ingrediente em explosivos. Os homens negaram todas as acusações. Shujah Mahmood, irmão de Khyam, e outro homem, Nabeel Hussain, não foram considerados culpados de envolvimento no complô. Durante o julgamento relacionado a terrorismo mais longo da história, que durou mais de um ano, promotores disseram que os homens haviam acabado de decidir um alvo quando foram presos em 2004. A principal testemunha do caso foi Mohammed Babar, um norte-americano nascido no Paquistão que admitiu cometer violações relacionadas ao terrorismo em Nova York. Ele disse que era o cúmplice dos homens e havia ajudado a conseguir materiais para fazer as bombas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.