Britânicos devem iniciar retirada do Afeganistão em 2011

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, manteve o foco no Afeganistão, no segundo dia da sua visita aos Estados Unidos, e descartou os pedidos por um novo inquérito independente sobre a libertação do terrorista líbio Abdel Baset al-Megrahi, solto pelo governo escocês.

AE-AP, Agência Estado

21 de julho de 2010 | 14h37

Cameron também afirmou que a retirada das tropas britânicas do Afeganistão poderá começar em 2011, embora isso deva depender das condições militares locais. Ele afirmou que as tropas de combate deverão ser totalmente retiradas do Afeganistão até o ano das próximas eleições na Grã-Bretanha, em 2015. A Grã-Bretanha é o segundo país com mais tropas na guerra afegã (10 mil soldados).

A guerra do Afeganistão é impopular na Grã-Bretanha. "O mais rápido nós pudermos transferir o controle militar dos distritos e províncias ao governo afegão, o mais rápido traremos os soldados para casa", disse Cameron, hoje, em entrevista à rádio da British Broadcasting Corporation (BBC).

Cameron descartou os pedidos dos EUA para uma investigação independente sobre o porquê do governo escocês ter libertado recentemente Abdel Baset al-Megrahi, o terrorista líbio condenado pelo atentado de Lockerbie, quando um Boeing 747 foi explodido sobre a Escócia, em 1988, matando 270 pessoas, a maioria norte-americanos.

Cameron também deixou de lado um pedido de investigação sobre se a gigante petrolífera British Petroleum (BP) teve algum papel na controversa decisão do governo escocês. Polidamente, Cameron rejeitou um pedido do governo americano.

Al-Megrahi foi condenado pela explosão do 747 da Pan Am, que fazia a rota de Londres a Nova York. O governo escocês libertou o terrorista no ano passado, que sofre de câncer, por motivos humanitários, gerando protestos nos dois lados do Atlântico.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.