Britânicos e australiano são réus de terrorismo nos EUA

Dois cidadãos britânicos e um australiano, detidos na prisão de Guantánamo, estão entre os seis suspeitos de terrorismo designados pelo presidente George W. Bush para julgamento em um tribunal militar. Autoridades do Reino Unido disseram que pretendem atuar ?vigorosamente? para ter acesso aos dois cidadãos acusados - Moazzam Begg, de 35 anos, e Feroz Abbasi, de 23. David Hicks, australiano, também compõe o grupo, segundo o procurador-geral da Austrália, Daryl Williams. Pelo menos metade dos suspeitos selecionados por Bush, portanto, são de países que se uniram à guerra no Iraque. Os tribunais militares americanos para terrorismo serão compostos por de três a sete oficiais das Forças Armadas, que atuarão como juízes e júri. Condenações podem ser impostas pelo voto da maioria, mas uma pena de morte vai requerer unanimidade. Apelações serão levadas a um comitê designado pelo Pentágono e, a partir daí, ao presidente. A Anistia Internacional declarou que a escolha dos seis prisioneiros representa ?outro passo para trás nos direitos humanos da ?guerra ao terrorismo? dos EUA, e prejudicará ainda mais as alegações dos Estados Unidos de que são um país que defende o império da lei?.

Agencia Estado,

04 Julho 2003 | 17h33

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.