Britânicos experimentam onda da ''Obamania''

Se pudessem votar, os britânicos elegeriam Barack Obama presidente dos EUA com folga. Os principais motivos para o apoio são sua posição em assuntos como aquecimento global e guerras. A expectativa é de que, com sua vitória, a Grã-Bretanha, maior aliado do governo americano no Iraque, sofra menos pressões da Casa Branca para manter suas tropas no país - a maioria da população britânica é contra guerra. Os britânicos também acreditam que o diálogo entre nações e religiões prometido por Obama poderá reduzir tensões internas, acirradas depois dos atentados de 7 de julho de 2005. Os terroristas eram ingleses de origem muçulmana.A preferência pelo candidato democrata despertou uma verdadeira "Obamania" no país. As duas biografias de Obama, A Audácia da Esperança e A Origem dos meus Sonhos, venderam 130 mil cópias na Grã-Bretanha, de acordo com a Nielsen BookScan. As de McCain não chegaram a 2 mil - e a biografia de sua vice, Sarah Palin, só vendeu seis cópias até outubro.A imprensa local também apóia o democrata. Ele está na capa da última edição da revista The Economist; os maiores jornais britânicos, Guardian e Independent, expressaram apoio a Obama. O esquema de cobertura das eleições não tem precedente. A BBC enviou 125 correspondentes aos Estados Unidos, além dos 50 que já trabalham no país.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.