Britânicos protestam contra reforma em aposentadorias

Funcionários públicos de escolas britânicas, da agência de controle da fronteira e de outros serviços fazem uma greve de um dia hoje, contra os planos do governo de elevar a idade de aposentadoria dos servidores e exigir que eles contribuam mais para o sistema previdenciário, informa o Wall Street Journal.

AE, Agência Estado

30 de junho de 2011 | 11h55

A questão das aposentadorias dos servidores públicos tornou-se alvo de disputa na Europa, com governos precisando cortar custos da previdência, diante do fato de que as pessoas vivem mais e o peso dessas pensões para o contribuinte tem subido. No Reino Unido, porém, os indícios sugerem que os protestos foram relativamente menores, em comparação com manifestações grandes, e muitas vezes violentas, em países como Grécia e Espanha.

A greve de um dia foi convocada por quatro sindicatos, que representam 750 mil professores e outros funcionários públicos britânicos. Sindicalistas prometeram paralisações no controle fronteiriço em aeroportos, portos e terminais ferroviários internacionais, em centros para trabalhadores e telefones de auxílio, escritórios da Receita, tribunais e até centros de testes para motoristas receberem habilitações.

O governo britânico diz que menos de 100 mil funcionários estavam em greve, cerca de um quinto da categoria e bem menos que o prometido pelos sindicatos. Esse número não inclui os professores. Na Inglaterra, cerca de um terço das escolas estavam abertas, um terço parcialmente funcionando e o terço restante parado. No País de Gales, mais de 1 mil das 1,8 mil escolas estavam fechadas ou parcialmente fechadas, porém na Escócia todas estavam abertas.

Um representante da agência de fronteira do Reino Unido afirmou que o impacto para os passageiros foi "relativamente limitado". No Aeroporto de Heathrow, maior do país, não houve "impactos significativos", disse a mesma fonte. As informações são da Dow Jones.

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