Britânicos seqüestrados na Etiópia trabalhavam no governo

Cinco britânicos funcionários da embaixada do Reino Unido em Adis-Abeba estavam entre os 15 turistas seqüestrados em um deserto da Etiópia, segundo declaração da ministra de Assuntos Exteriores britânica, Margaret Beckett, nesta sexta-feira, 2.Segundo Beckett, o governo britânico colabora com as autoridades etíopes, que "fazem tudo o que podem para garantir que a situação seja resolvida de forma pacífica".Os turistas - entre sete e dez franceses e um grupo e cinco britânicos - viajavam pela região de Afar em quatro veículos, perto da fronteira com a Eritréia, quando foram seqüestrados. Eles eram esperados na quinta-feira, 1, na cidade de Mekele, capital da região de Tigray, no norte do país.O porta-voz do Ministério Relações Exteriores britânico anunciou que está ciente dos seqüestros ocorridos na Etiópia e disse que a Embaixada do Reino Unido investiga o caso juntamente com a polícia local.O porta-voz do governo etíope, Zemedkun Tekle, disse, no entanto, que ainda não confirma a informação pois uma busca está sendo feita no local. Segundo informações do governo, grupos rebeldes atuam na região, geralmente contra turistas. Um agente turístico da região assinalou que, segundo os comentários recebidos de residentes da comarca, as quinze pessoas foram seqüestradas por cerca de cinqüenta homens armados, com uniformes da Eritréia, que cruzaram a fronteira com a Etiópia.Caso seja confirmada a presença de eritreus envolvidos, o incidente pode ganhar contornos ainda mais graves, já que a fronteira entre Eritréia e Etiópia é um dos pontos de maior tensão na África.Etiópia e Eritréia já se enfrentaram em uma guerra (1998-2000) que causou cerca de 100 mil mortes.Italiana também é seqüestradaSegundo a agência de notícias Efe, o Ministério de Assuntos Exteriores da Itália disse, também na sexta-feira, que a britânico-italiana Rossana Moore, mulher do diretor do Conselho Britânico em Adis-Abeba, se encontra entre o grupo de ocidentais seqüestrados no norte da Etiópia.O enviado do jornal Corriere della Sera à região, Massimo Alberizzi, assegurou, antes da confirmação do ministério, que o marido de Rossana Moore já havia denunciado o seqüestro.A Chancelaria indicou que está acompanhando o desaparecimento dos turistas em contato com as autoridades francesas e britânicas.Segundo informações procedentes da Etiópia, seriam 15 os turistas ocidentais que foram seqüestrados na quarta-feira na região de Afar, fronteiriça com a Eritréia.

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