AFP PHOTO / Daniel LEAL-OLIVAS
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British Airways cancela todos os voos de Londres por falha global no sistema

Empresa se desculpou pelo Twitter e ressaltou que não encontrou provas de que se trata de um ciberataque

O Estado de S.Paulo

27 Maio 2017 | 16h31

LONDRES - A companhia aérea britânica British Airways cancelou todos os voos dos aeroportos londrinos de Heathrow e Gatwick neste sábado, 27, em razão de uma falha global em seu sistema de computadores.

A empresa se desculpou em sua conta no Twitter "pelo problema atual do sistema informático", que provocou inúmeros atrasos em seus voos. Ela afirmou também que não encontrou "nenhuma prova de que se trate de um ciberataque".

No fim do dia, o CEO da companhia, Alex Cruz informou em um vídeo que um problema com o fornecimento de energia foi o responsável pela falha. Ele descartou que o erro tenha sido provocado por um ciberataque e se desculpou com os clientes afetados, garantindo "agilizar os reembolsos". Segundo Cruz, o sistema deve ser reestabelecido no domingo.

Inicialmente, a companhia suspendeu os voos de Londres até às 14h (em Brasília), mas posteriormente cancelou até o fim do dia. O Reino Unido foi um dos locais mais afetados pelo ciberataque mundial ocorrido há duas semanas.

"Trabalhamos duro para propor outros voos aos clientes que precisam voar hoje", explicou a companhia em um comunicado. Os que não puderem viajar "serão reembolsados", assegurou. 

O problema aconteceu no início de um fim de semana prolongado, já que na segunda-feira é feriado no país.

Os clientes reclamaram no Twitter. "Estamos na pista há horas, sem nada pra beber. A BA só aceita cartão, nós só temos dinheiro. O que devemos fazer?", disse Julie Adie de um avião. “É um completo pesadelo. Há centenas e milhares de pessoas se acumulando nos saguões”, relatou Roshni Burt, que viajaria para o Bahrein com o filho.

O sindicato britânico GMB, com ampla presença na companhia aérea, disse que o grave erro do sistema informático, que afetou voos no mundo todo, "poderia ter sido evitado" se a empresa não tivesse transferido os empregos do departamento de informática à Índia em 2016. / AFP, REUTERS e EFE

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