British Airways obtém ordem judicial que proíbe greve

A British Airways (BA) obteve da Corte Suprema do Reino Unido uma ordem judicial para proibição da greve que a tripulação da companhia planejava para o período de Natal e Ano Novo. "Estamos muito satisfeitos por nossos consumidores de que a ameaça de greve no Natal tenha sido proibida pelo tribunal", afirmou a companhia em comunicado.

DANIELLE CHAVES, Agencia Estado

17 de dezembro de 2009 | 15h33

Na segunda-feira passada, os funcionários de tripulação da BA votaram a favor de uma greve para protestar contra a tentativa da empresa de reorganizar suas operações. "Nunca houve necessidade de uma greve e esperamos que o Unite (sindicato britânico) use essa oportunidade para refletir antes de decidir seus próximos passos. Nós acreditamos que o público também quer isso", disse a companhia.

A BA argumentou que o Unite, que representa a maioria dos 13,5 mil tripulantes da companhia, considerou votos de empregados que já não trabalham na empresa. O Unite, por sua vez, afirmou que a BA não forneceu os nomes dos funcionários que saíram da companhia. O UBS estima que a greve poderia custar à BA entre 40 milhões e 50 milhões de libras (US$ 64,5 milhões e US$ 80,7 milhões) em lucro perdido e entre 250 milhões e 275 milhões em receita perdida.

Após nove meses de negociação que não tiveram resultado, em 16 de novembro a BA implementou mudanças na tripulação no Aeroporto de Heathrow, em Londres, reduzindo o pessoal embarcado de 15 para 14. A greve estava programada para começar em 22 de dezembro e duraria 12 dias. As informações são da Dow Jones.

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