Brown defende missão britânica

Premie diz que soldados continuarão no Afeganistão

LONDRES, O Estadao de S.Paulo

05 de setembro de 2009 | 00h00

No dia em que um ataque da Otan matou 90 pessoas no Afeganistão, incluindo muitos civis, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, afirmou que seu Exército continuará no país, ignorando reivindicações de políticos para que sejam iniciados planos de retirada. Para o premiê, as metas de Londres para a guerra são "realistas e alcançáveis".

Brown evitou falar em datas para retirada: "Continuo acreditando que uma Grã-Bretanha mais segura implica um Afeganistão mais seguro."

O discurso do premiê foi feito um dia após um de seus assessores de Defesa, Eric Joyce, demitir-se por discordar dos argumentos do governo para manter as tropas no Afeganistão.

Desde o início do conflito, em 2001, 212 soldados britânicos foram mortos, sendo 59 apenas este ano. Em 2008, foram mortos 47 soldados. Há 9 mil militares no país atualmente.

Para o premiê, insurgentes no Afeganistão e no Paquistão ainda representam uma grave ameaça terrorista. "Toda hora me pergunto se estamos fazendo a coisa certa no Afeganistão, se podemos justificar o envio de nossos jovens para lutar por essa causa. E minha resposta é sempre sim."

O Exército britânico continuará no Afeganistão até que as forças locais consigam garantir a segurança do país, segundo explicou o premiê. Ele afirmou que seus comandantes vão acelerar o treinamento das forças locais para, assim, possibilitar uma retirada. "Vamos auxiliar na expansão do Exército afegão de 80 mil para 134 mil homens, até novembro de 2011", disse Brown.

Assim como nos EUA, o apoio à guerra na Grã-Bretanha vem caindo. Em uma pesquisa divulgada em julho, 58% dos britânicos acreditavam que não era possível vencer a guerra no Afeganistão.

A Grã-Bretanha terá eleições gerais em 2010 e o conflito será motivo de divisão tanto entre trabalhistas quanto entre conservadores. AP

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