Parlamento Britânico/Reuters
Parlamento Britânico/Reuters

Brown lança plataforma trabalhista prometendo reformas 'implacáveis'

Programa prevê testes de inglês para quem for trabalhar no setor público

BBC Brasil, BBC

12 de abril de 2010 | 11h36

LONDRES - O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, apresentou nesta segunda-feira, 12, as propostas de campanha do Partido Trabahista para as eleições gerais no dia 6 de maio, dizendo que as reformas pretendidas pelo partido serão "implacáveis".

O partido, que busca seu quarto mandato consecutivo, prometeu que não aumentará o imposto de renda e que planeja introduzir uma série de reformas no serviço público, como a aplicação de testes obrigatórios de inglês para todos os candidatos a empregos no setor.

Falando em um hospital em Birmingham que será aberto durante o verão europeu, o premiê prometeu mais eficiência na administração de hospitais e mais poder e responsabilidades para "líderes" no setor de educação. "Nós (trabalhistas) seremos defensores incansáveis e implacáveis de reformas do mercado e do Estado", disse ele. 

Brown disse que quer criar "uma classe média maior e melhor do que jamais houve" e que, em uma menção indireta respondendo ao escândalo dos reembolsos no Parlamento,quer trocar uma "política desacreditada e desrespeitada por uma em as pessoas mandarão".

O manifesto trabalhista ainda propõe a redução da idade mínima do eleitor para 16 anos de idade. "Estamos enfrentando a luta de nossas vidas", disse o premiê. "O futuro será progressista ou conservador, mas não será as duas coisas", disse o premiê em referência ao principal grupo opositor, o Partido Conservador.

Após a divulgação da plataforma, um representante dos conservadores disse que o programa trabalhista seria "uma série de promessas requentadas" e "grandes propostas desprovidas de qualquer estimativa de custo".

O líder do Partido Liberal Democrata, Nick Clegg, disse que os trabalhistas prometeram "políticas novas e justas" em 1997, 2001 e 2005, e que "eles (os trabalhistas) estão fazendo isso de novo". "Se não conseguiram fazer isso em 13 anos, por que alguém acreditaria que vãio fazer dessa vez?", disse Clegg.

 

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