Brown nega que retirada de Basra seja derrota

Londres - O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, negou ontem que a retirada das tropas britânicas de Basra, no sul do Iraque, signifique uma derrota, diante dos constantes ataques de insurgentes à região. Segundo ele, a saída era uma operação "planejada e organizada".Em entrevista à rede britânica BBC, Brown afirmou que a ação fará com que as tropas britânicas deixem o papel de combate e assumam o de vigilância e supervisão. Ele afirmou ainda que os soldados "podem intervir em determinadas circunstâncias".O controle da base de Basra - que antes abrigava um dos palácios do ex-ditador Saddam Hussein - foi transferido ontem para os militares iraquianos. Com a medida, os 550 soldados britânicos que ainda operavam na cidade se juntaram aos últimos 5 mil soldados do país que permanecem no Iraque, no aeroporto de Basra, que fica fora do município. Brown fez questão de deixar claro que a Grã-Bretanha irá cumprir com as responsabilidades que assumiu com o povo iraquiano e com a ONU. A retirada da base de Basra é considerada um passo rumo à entrega de toda a Província de Basra aos iraquianos - prevista para ocorrer até o fim do ano - e de um eventual fim da presença das tropas britânicas no Iraque.

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