Bruxelas amanhece com forte esquema de segurança

A Cúpula dos líderes europeus começa seu segundo e último dia cercada por forte esquema de segurança. Na agenda, vários temas econômicos e sociais, com objetivo de transformar a economia européia na mais competitiva do mundo até 2010. Entretanto, a fratura do bloco em decorrência da guerra declarada contra o Iraque também deverá ser abordada, mesmo que os quinze tenham divulgado nesta quinta-feira, no final da noite, uma declaração comum, reforçando o papel das Nações Unidas como coordenadora "essencial durante e depois da crise atual".Uma área de 10 km em torno dos edifícios das instituições européias, localizadas no centro de Bruxelas, está bloqueada desde ontem pela manhã. Somente têm acesso às ruas, as pessoas com credenciamento especial para o evento. O estacionamento de veículos é proibido e os pontos de metrô, com acesso direto à área, foram interditados.Os jornalistas e bagagens são checados um a um nas diversas barreiras de segurança. Esse esquema foi adotado desde os atentados terroristas de 11 de setembro (2001) contra os Estados Unidos e aparentemente não se nota nenhum reforço extra em decorrência da guerra contra o Iraque.Os líderes europeus estão no edifício do Conselho da UE desde às 9h30 (5h30 de Brasília) e não deram declarações na chegada. As entrevistas do final da noite para alguns líderes foram canceladas. O primeiro ministro britânico, Tony Blair, o presidente da França, Jacques Chirac, e o chanceler alemão, Gerhard Schroder, não falaram.DeclaraçãoO primeiro ministro da Grécia, Costas Simitis, declarou nesta quinta-feira depois da reunião dos dirigentes europeus que o "consenso" entre os quinze é que não há "consenso" sobre a guerra no Iraque. Assim, o presidente de turno da União Européia (UE) abriu a coletiva, onde leu, em seguida, a declaração comum dos dirigentes comunitários sobre o futuro da crise no Iraque.Os quinze reforçaram a importância da ONU. Alertaram os países da região para a responsabilidade de prevenir atos terroristas. Defenderam a urgência de responder às necessidades humanitárias ao povo iraquiano atingido pela guerra e reiteraram o desejo da UE de criar "condições que permitam a todos os iraquianos de viverem em liberdade".Veja o especial:

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