EFE/HAYOUNG JEON
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Bruxelas e Londres fixam datas e prioridades para negociar Brexit

Os pontos principais foram apresentados em uma entrevista coletiva conjunta com o negociador-chefe da UE para o Brexit, Michel Barnier, e o secretário de Estado para a saída do Reino Unido da União Europeia, David Davis

O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2017 | 20h44

BRUXELAS - A União Europeia (UE) e o Reino Unido estabeleceram nesta segunda-feira, 19, as prioridades da negociação e o calendário para os próximos dois anos, em sua primeira discussão formal do Brexit, que durou cerca de oito horas.

Os direitos dos cidadãos da UE e do Reino Unido que vivem em cada um dos lados do Canal da Mancha, a fronteira entre Irlanda do Norte e Irlanda e o acordo financeiro do “divórcio” foram formalizados como prioridades das negociações.

Os pontos principais foram apresentados em uma entrevista coletiva conjunta com o negociador-chefe da UE para o Brexit, Michel Barnier, e o secretário de Estado para a saída do Reino Unido da União Europeia, David Davis, que se encontrarão uma vez por mês a partir de agora até 29 de março de 2019, a data em que está prevista a saída definitiva.

Sobre os direitos dos cidadãos, o porta-voz do lado britânico disse que a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, apresentará uma “minuta de proposta” na cúpula dos chefes de Estado e de governo da UE esta semana, que ocorre na quinta e na sexta-feira, um documento que também será remetido ao Parlamento britânico.

Os dois representantes insistiram nos dois períodos distintos de negociação: o primeiro, sobre o “divórcio”, e depois sobre a futura relação entre Bruxelas e Londres, na qual, segundo Barnier, “o Reino Unido já não terá os benefícios que tinha quando era membro da UE”.

Davis indicou, no entanto, que no futuro, em questões comerciais, interessa “a ambos” uma “associação o mais forte possível”.

“O Reino Unido vai sair da UE, não o contrário. É a realidade. Que cada um assuma as responsabilidades. Não se pode subestimar essas consequências”, disse o negociador-chefe europeu, ao ser questionado por um jornalista britânico que concessões Bruxelas estava pensando em fazer a Londres nas negociações.

“Não tem de fazer concessões, tampouco há o interesse de uma revanche. Tentarei deixar a paixão de lado e me limitarei à base legal e ao bom espírito”, disse. / EFE e AFP

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