AFP PHOTO / Brendan Smialowski
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'Bruxelas é um desastre total', afirma Trump após atentados

Trump, que tem sido muito criticado por suas declarações contra os imigrantes e as incitações à violência nos comícios eleitorais, reiterou sua convicção de que os EUA devem fechar as fronteiras 'até que saibamos o que está acontecendo'

O Estado de S. Paulo

22 de março de 2016 | 14h57

WASHINGTON - Bruxelas é um "desastre total", pois é onde a integração fracassou, afirmou nesta terça-feira, 22, o pré-candidato republicano à presidência americana Donald Trump, após os atentados que deixaram mais de 30 mortos na capital belga.

Trump, que tem sido muito criticado por suas declarações contra os imigrantes e as incitações à violência nos comícios eleitorais, reiterou sua convicção de que os Estados Unidos devem fechar as fronteiras "até que saibamos o que está acontecendo". Quem tentar atacar os Estados Unidos "sofrerá muito", advertiu o magnata com o típico tom categórico que o levou a ser o atual favorito entre o eleitorado conservador.

"A Bélgica não é mais a Bélgica. A Bélgica não é a Bélgica que vocês e eu conhecemos há 20 anos, quando era uma das cidades mais bonitas e seguras do mundo", disse Trump ao canal NBC. "A Bélgica se tornou um filme de terror. Acontecem coisas horríveis. As pessoas vão embora. As pessoas têm medo. E, francamente, tudo isto acontece porque as pessoas não se integram."

Ao ser questionado o que diria ao povo americano caso sofresse um ataque, respondeu: "Não permitiremos que isto aconteça em nosso país. Se isto acontecer, encontraremos os responsáveis e sofrerão muito". "Bruxelas era uma bela cidade, um lindo lugar com zero crime. E agora é uma cidade de desastres. É um desastre total", insistiu o magnata em uma entrevista por telefone ao canal Fox News, na qual reiterou a proposta de proibir de maneira provisória a entrada de muçulmanos em território americano por medo dos ataques extremistas.

Ainda à emissora NBC, ele defendeu o uso de tortura com os terroristas detidos e disse que os submeteria à técnica do afogamento simulado para "extrair toda a informação e extraí-la rápido" "O afogamento simulado cairia bem, nós trabalhamos com leis e eles (os terroristas) não, e se as leis pudessem ser ampliadas eu faria mais do que afogamento simulado", afirmou.

O multimilionário, favorito à indicação para ser o candidato do Partido Republicano à presidência dos EUA, prometeu "ser muito, muito, muito duro com as fronteiras, e não permitir que ninguém entre sem a documentação adequada" se ganhar as eleições de 8 de novembro.

"Eu excluiria as pessoas que vem da Síria sem documentação, que estão na linha de imigração e têm telefones celulares. E perguntaria quem dá a eles o telefone celular", afirmou. "Não há assimilação, querem a lei sharia (lei islâmica), não querem as leis que temos. A assimilação foi um desastre, veja Paris e Bruxelas, e o que aconteceu com a Alemanha, com a ideia brilhante de Angela Merkel de permitir a entrada de tantas pessoas."

Três explosões no aeroporto e metrô de Bruxelas deixaram nesta terça-feira mais de 30 mortos e centenas de feridos. As explosões aconteceram após a detenção na sexta-feira em Bruxelas de Saleh Abdeslam, principal suspeito dos ataques terroristas de Paris em novembro, após quatro meses de fuga. / AFP e EFE 

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