Bruxelas fez manobras para acelerar a queda

Não foi só o mercado ou a pressão política interna que derrubaram Silvio Berlusconi. Cansada de não ver as promessas do primeiro-ministro se transformar em realidade e temendo um colapso do euro, Bruxelas passou o dia ontem manobrando para acelerar a queda de Berlusconi.

GENEBRA, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2011 | 03h01

Por meses, ele conseguiu manter o diálogo com a União Europeia, prometendo que adotaria medidas para recolocar a economia no caminho do crescimento e redução da dívida. Mas, pouco a pouco, a UE se deu conta de que as promessas eram vazias. A gota d'água foi a reunião do G-20, na qual Berlusconi apareceu sem nenhuma garantia de reformas. O Fundo Monetário Internacional (FMI) decidiu que passaria a monitorar a economia italiana.

Mas, nos bastidores, líderes europeus admitiam que apenas a troca do governo na Itália seria a solução e a tensão nos mercados nos últimos dias mostrou que ela teria de ser rápida.

Na noite da sexta-feira, Berlusconi recebeu a visita de Herman Van Rompuy, presidente da UE. Ele trazia a sentença de morte: a ideia de eleição antecipada defendida por Berlusconi não bastava. Bruxelas só via a queda do governo como solução. "A Itália não precisa de eleições. Precisa de reformas", sentenciou. / J.C.

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