Buckingham investiga infiltração de repórter

O Palácio de Buckingham respondeu com a abertura imediata de uma investigação à matéria que o jornal "Daily Mirror" publica hoje sobre a contratação de um jornalista, com referências falsas, como ajudante para o serviço de recepção ao presidente dos EUA, George W. Bush. Segundo o jornal, o repórter teve acesso total aos aposentos do palácio, residência da Rainha Elizabeth II, já no seu primeiro dia de trabalho, há dois meses. O repórter Ryan Parry, de 26 anos, conseguiu se infiltrar no coração de Buckingham por dois meses, como membro da polícia mobilizado para a visita de Estado de Bush. Parry usou referências falsas para obter o emprego e ainda fazia parte do staff quando Bush chegou ontem a Londres. Ele acompanhou de perto o encontro do presidendete norte-americano e de sua esposa, Laura, com a Rainha e o Duque de Edinburgh, ontem, no palácio. De seu posto, ele teve uma visão do salão onde ocorreu o jantar de recepção. Parry estava escalado para participar do café da manhã que seria servido hoje para assistentes de Bush, como a secretário de segurança nacional, Condoleezza Rice, e o secretário de Estado, Colin Powell. Mas Parry abandonou, ontem à noite, o emprego, pelo qual recebia 11.881 libras esterlinas (US$ 20.187) - o jornal não esclarece se o valor se refere aos dois meses, deixando seu uniforme nos aposentos de Buckingham.O Mirror publica hoje em seu jornal e no site fotos internas do palácio, entre elas, as dos quartos ocupados por Bush e sua esposa. "Se eu fosse um terrorista planejando um assassinato, poderia tê-lo feito sem dificuldades", escreve Parry. O escândalo põe em cheque os US$ 16,98 milhões gastos com a mobilização para garantir a segurança de Bush. As informações são da Dow Jones e do site do Daily Mirror.

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