Budapeste vive mais uma noite de violência

Pela segunda noite consecutiva, Budapeste foi palco de atos de violência. Entre 200 e 300 manifestantes destruíram vitrines e incendiaram automóveis na praça Blaha Lujza, no centro da cidade, pedindo a renúncia do primeiro-ministro, Ferenc Gyurcsany. A polícia tentou conter os protestos usando gás lacrimogêneo. O número de pessoas feridas nos incidentes chegou a 50, sendo que 20 foram detidas, segundo a agência "MTI". A manifestação diante do Parlamento foi pacífica. Mas, pouco depois da meia-noite (horário local), um grupo se reuniu em frente às sedes do Partido Socialista (MSZP, governante) e da rádio pública. Como medida preventiva, policiais evacuaram os arredores da rádio. Foi quando os manifestantes se deslocaram para a sede do MSZP, na praça Koztarsasag, que também foi cercada pela polícia. Na avenida Rakoczi, próxima à praça Blaha Lujza, os manifestantes começaram a atirar pedras e garrafas, quebrando vitrines além de destruirparte de instalações urbanas. Eles também arrancaram pedaços de pedras da fachada de um prédio que foram utilizados para atacar os policiais. O site InfoRadio informa que um carro da Polícia foi incendiado. Apesar da violência, na noite de terça para quarta-feira o número de manifestantes foi bem menor que na madrugada anterior, quando houve uma verdadeira batalha campal em Budapeste. Na ocasião, os manifestantes ocuparam o prédio da televisão pública durante duas horas. Cerca de dez mil manifestantes se reuniram pacificamente na terça-feira para pedir a renúncia do primeiro-ministro, Ferenc Gyurcsany. Os protestos contra o governo social-democrata começaram após o vazamento de uma gravação na qual o governante admitiu ter mentido aos eleitores sobre a situação econômica do país para ganharas eleições de abril.São os maiores protestos na Hungria desde o fim do regime comunista, em 1989. Mas o primeiro-ministroinsiste em permanecer no cargo. Gyurcsany venceu a eleição prometendo corte de impostos. Mas, depois de eleito, fez justamente o contrário, além de cortar benefícios de saúde e educação.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.