Buenos Aires ignora denúncia americana

CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES

Ariel Palacios, O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2011 | 00h00

A teoria dos republicanos sobre a conexão entre Argentina e Irã para o fornecimento de tecnologia nuclear argentina a Teerã passou despercebida ontem em Buenos Aires. A Casa Rosada tampouco se pronunciou sobre a teoria dos deputados americanos.

As tensões comerciais com o Brasil, os jogos da Copa América e o futuro neto da presidente Cristina Kirchner ganharam maior destaque. O jornal de maior tiragem do país, o Clarín, deu apenas uma nota sobre a desconfiança dos congressistas americanos e a relativização do caso por parte do Departamento de Estado dos EUA.

Em entrevista ao jornal La Nación, o secretário-assistente de Estado para o Hemisfério Ocidental. Arturo Valenzuela, afirmou que "alguma das coisas que são ditas não possuem sustentação e são exageradas. Outras coisas, porém, são certas. É algo que acompanhamos de perto."

Acusações. Ao contrário das suspeitas americanas, ao longo dos últimos anos, a relação da Argentina com o Irã, que já era tensa desde meados dos anos 90, tornou-se ainda pior.

A Justiça argentina pediu à Interpol, em 2007, a captura de quatro integrantes do governo iraniano. Um dos acusados é Ahmad Vahidi, atual ministro da Defesa do país. Entre os outros acusados estão ex-ministros e ex-membros da Guarda Revolucionária iraniana.

A Justiça e o governo da Argentina acusam o Irã de ter planejado os atentados contra a Associação Mutual Israelita-Argentina (Amia), em 1994 - 85 pessoas morreram. Teerã nega. Foi o pior ataque contra alvos judaicos fora de Israel desde a 2ª Guerra.

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