BGNES / MARICA DAILY / AFP
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Bulgária detém francês suspeito de vínculo com Chérif Kouachi

Fritz-Joly Joachin foi detido com seu filho em 1º de janeiro quando tentava cruzar a fronteira com a Turquia em um ônibus

O Estado de S. Paulo

13 de janeiro de 2015 | 09h19

Um francês detido na Bulgária em 1º de janeiro por ter tentado viajar à Síria é suspeito de ter mantido vínculo com Chérif Kouachi, um dos irmãos autores do ataque à revista francesa Charlie Hebdo.

A ordem de detenção, emitida pela França contra Fritz-Joly Joachin fala em "participação em um grupo criminoso armado cujo objetivo era organizar atos terroristas", declarou Darina Slavova, a promotora geral de Haskovo, no sul do país. 

De acordo com a ordem de detenção, "antes de partir em 30 de dezembro para a Turquia, ele esteve várias vezes em contato com um dos irmãos, Chérif Kouachi".

Joachin, de 29 anos, é de origem haitiana, mas tem cidadania francesa. Ele foi detido com seu filho em 1º de janeiro quando tentava cruzar a fronteira búlgaro-turca em um ônibus. 

A promotoria de Haskovo havia firmado inicialmente que ele era objeto de uma ordem de detenção europeia, depois que sua esposa o acusara de sequestrar seu filho de três anos para levá-lo à Síria e educá-lo dentro dos princípios do islã radical. O garoto foi devolvido à mãe.

O suspeito, por sua vez, disse que viajava com seu filho e sua companheira para passar férias em Istambul. Na segunda-feira, 12, ele aceitou ser extraditado. A expectativa é que a Justiça búlgara se pronuncie na sexta-feira sobre o caso.

"Espero que a rede, se é que há uma, saia à luz e que possamos contribuir com o trabalho das autoridades francesas", disse o ministro do Interior búlgaro, Veselin Vuchkov, à rádio BNR.

De acordo com o ministro, "detectar e deter as pessoas que cruzam a Bulgária não é um problema", desde que as autoridades sejam informadas. "Centenas de cidadãos da União Europeia, que levam documentação perfeitamente válida, podem cruzar facilmente o território búlgaro para combater com o grupo Estado Islâmico ou outras organizações terroristas, antes de regressar a seus países sem problemas. Se não nos informam, fica muito difícil fazer algo contra eles".

A Bulgária faz fronteira com a Turquia ao longo de 275 km./ AFP

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