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REUTERS/Evrard Benjamin
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Burundi vai às urnas em meio a grande tensão e incidentes isolados

Protestos em todo o país contra o presidente Pierre Nkurunziza, que deve ser eleito para um terceiro mandato, já mataram mais de 80

O Estado de S. Paulo

21 de julho de 2015 | 10h30

BUJUMBURA - Cerca de 3,8 milhões de pessoas vão às urnas no Burundi nesta terça-feira, 21, em meio a uma grande tensão e episódios esporádicos de violência gerados pela candidatura do atual presidente, Pierre Nkurunziza, que tenta um terceiro mandato apesar da pressão internacional e local contra a reeleição.

Vários bairros da capital, Bujumbura, estão sob alerta máximo desde a tarde de segunda-feira depois de uma granada ter sido lançada em pleno centro e disparos terem sido escutados em outras regiões da cidade, incidentes que prosseguiram durante a madrugada desta terça.

Os três candidatos da oposição anunciaram há poucos dias que deixariam a corrida presidencial por considerarem que a eleição era "uma farsa" e pediam que seus eleitores não comparecessem às urnas como forma de protesto contra a intransigência de Nkurunziza.

Por outro lado, o governo do Burundi acusa a oposição de querer desestabilizar o país, afirmando que os incidentes das últimas horas são uma tentativa de intimidar a população e evitar que as pessoas saiam de casa para votar.

Nem os oposicionistas nem as organizações internacionais como a União Africana (UA) ou a Comunidade da África Oriental (EAC, na sigla em inglês) consideram que o país possui as condições de segurança necessária para realizar a votação, cujos resultados terão pouca ou nenhuma legitimidade.

No domingo, se fechou a última porta para um acordo depois da equipe de negociação do governo ter abandonado a mesa de negociação, um contratempo confirmado ontem com a saída do país do mediador de Uganda, o ministro da Defesa e aliado do presidente Yoweri Museveni, Chrispus Kiyonga.

Após a ampla vitória do Conselho Nacional para a Democracia (CNDD-FDD), partido de Nkurunziza, nas eleições legislativas do último dia 29 de junho - 77 de 100 cadeiras -, tudo aponta que o presidente conseguirá a reeleição sem muitos transtornos.

As revoltas populares, que começaram no fim de abril para protestar contra os planos de Nkurunzinza de se perpetuar no poder, já provocaram a morte de mais de 80 pessoas. Já houve no país uma tentativa de golpe de Estado, em maio, que fracassou.

Mais de 160 mil pessoas fugiram do Burundi com medo da repressão política, buscando refúgio em Ruanda, Tanzânia e República Democrática do Congo, conforme dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur). / EFE

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