Busca desesperada por parentes

Nove dias depois do tsunami que arrasou sua cidade natal de Otsuchi, Sakumi Umeki ainda não sabe se seus pais e a avó continuam vivos. Ontem, ela olhava listas com os nomes de 6,2 mil pessoas que estão em abrigos provisórios no local, na esperança de localizá-los.

Cláudia Trevisan, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2011 | 00h00

A mesma situação é vivida por centenas ou milhares de outros japoneses, impossibilitados de se comunicar por telefone com seus parentes. A dúvida é se a dificuldade se deve à pane na rede de telefonia de várias cidades ou ao fato de eles terem sido carregados pelas ondas gigantes que varreram a costa nordeste do Japão no dia 11.

Sakumi e o marido, Ryuta Umeki, estiveram em Otsuchi três dias depois do tsunami à procura de seus parentes, mas não os encontraram. "O lugar parece um cenário de guerra, está irreconhecível."

Com 52 mil pessoas em abrigos provisórios só na região de Iwate, onde fica Otsuchi, a busca por sobreviventes não é uma tarefa simples. Sakumi esteve em abrigos na área atingida e ontem olhava as relações dos nomes das milhares de pessoas refugiadas em escolas e ginásios.

Kayoko Goto procura a tia de 89 anos, Tsuna Sasaki, e seu primo Takao Sasaki, que também estavam em Otsuchi no dia do tsunami.

Ontem, Kayoto localizou uma pessoa com o mesmo nome do primo em um abrigo de Morioka, mas quando chegou lá soube que ele havia deixado o local no dia anterior. Da tia, ainda não tem notícias.

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