Busca por avião malaio atravessa continente e polícia investiga tripulação

Crescem as evidências de que o desaparecimento da aeronave da Malaysian Airlines foi planejado

O Estado de S. Paulo,

17 de março de 2014 | 11h22

 

 

 CANBERRA - A Austrália assumiu nesta segunda-feira o rastreamento do sul do oceano Índico em busca de um avião desaparecido, e a Malásia solicitou dados de radar de países que vão até a Ásia Central, em meio a crescentes evidências de que o desaparecimento do avião foi meticulosamente planejado.

Nenhum traço do voo MH370 da Malaysia Airlines foi encontrado após o desaparecimento em 8 de março, com 239 pessoas a bordo. Os investigadores estão cada vez mais convencidos de que a aeronave foi desviada, talvez milhares de quilômetros fora de seu curso, por alguém com profundo conhecimento do Boeing 777 e de navegação comercial.

As suspeitas de sequestro ou sabotagem aumentaram depois que foi confirmada que a última mensagem de rádio da cabine do piloto --um informal "tudo bem, boa noite"-- foi dita depois que alguém havia começado a desativar um dos sistemas de monitoramento automático do avião.

Mas a polícia e uma equipe internacional de investigação podem nunca saber ao certo o que aconteceu na cabine de comando, a menos que o avião seja encontrado.

Os dados de satélite sugerem que o avião poderia estar em qualquer lugar dos dois grandes corredores que cobrem grande parte da Ásia: um deles percorrendo em direção ao norte, a partir do norte da Tailândia até o Cazaquistão, e o outro ao sul da Indonésia até o oceano Índico a oeste da Austrália.

A China, que tem expressado sua impaciência com os esforços da Malásia para encontrar o avião, pediu a seu pequeno vizinho para "imediatamente" expandir e deixar claro o âmbito da investigação. Cerca de dois terços dos passageiros a bordo do MH370 eram chineses.

O primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, disse que tinha falado com seu colega da Malásia, Najib Razak, por telefone, e que tinha oferecido mais recursos de buscas, além de duas aeronaves P-3C Orion que seu país já havia disponibilizado.

"Ele pediu que a Austrália assuma a responsabilidade pela busca no vetor sul, que as autoridades malaias agora acreditam ser uma trajetória possível do voo", disse Abbott ao Parlamento. "Eu concordei que iríamos fazê-lo."

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