Busca por testemunha do caso Etchecolatz chega a ONU

A Organização Mundial Contra a Tortura denunciou perante a ONU o desaparecimento de Jorge Julio López, testemunha chave no julgamento do ex-torturador argentino Miguel Etchecolatz, desaparecido há 13 dias. A informação está no site do jornal argentino Clarín.A confirmação da abertura do processo perante o organismo internacional foi confirmada por uma carta enviada pela sede da ONU em Genebra.O texto informa que a Organização Mundial Contra a Tortura "apresentou por escrito uma denúncia correspondente ao suposto desaparecimento forçado de López perante o Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Desaparecimentos Forçados ou Involuntários, no escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos"."Através da denúncia incluímos as mesas informações existentes até agora, às quais são de conhecimento público", detalha a missiva assinada por Clemência Devia Suárez, encarregada pelo Programa da Organização Mundial Contra a Tortura.A organização coordena a rede SOS-Tortura, composta por mais de 280 organizações em todo o mundo comprometidas na luta contra a tortura e outras formas de tratamentos cruéis. Ainda segundo o Clarin, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos enviou na sexta-feira uma carta ao chanceler argentino Jorge Taiana pedindo mais informações sobre o desaparecimento de Jorge Julio López. Em menos de 24 horas o governo respondeu ao pedindo com uma série de informações sobre tudo o que está fazendo para estabelecer o paradeiro.López, de 77 anos, desapareceu há 13 dias, na véspera do fim do julgamento. Etchecolatz, por sua vez, foi condenado à prisão perpétua. O governo argentino e grupos de defesa dos direitos humanos suspeitam que a testemunha tenha sido alvo de uma vingança de setores da extrema direita.

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